domingo, 21 de junho de 2009

Nunca fui casada, mas uma notícia me chamou atenção ao ler o jornal Folha de São Paulo, há uns 15 dias atrás. Um site dos EUA oferece namoro para casados. Com slogans como "a vida é curta e tenha um caso", proporção de usuários é de 8 homens para 1 mulher. O site AshleyMadison.com é uma agência de namoro na internet voltada para homens e mulheres comprometidos que buscam "affairs" - e seu sucesso nos EUA já é tão grande quanto a comoção causada entre defensores da fidelidade. Na CNN, o criador da agência, Noel Biderman, foi acusado de estar "rasgando em pedaços a instituição do casamento" e de oferecer um serviço "nojento". Mas Biderman, 37, diz que não é problema de ninguém o que adultos decidem fazer consensualmente entre quatro paredes. "Quem acha que o status quo dos casamentos atuais funciona está delirando", disse à Folha.
Não só seu, mas sociólogos e antropólogos já discorreram sobre as mudanças culturais e comportamentais com o advento da internet. Seria a internet o lugar “secreto” que nos possibilita compartilhar nossas loucuras e fantasias? Quando conheço alguém pela internet, não importa quem seja essa pessoa e sim se ela servirá como complemento do meu desejo ou da minha fantasia e para tanto posso me afastar por alguns minutos ou horas da realidade, que às vezes é insossa, sem, no entanto, questionar a realidade.
E vamos combinar o questionamento e, quem sabe, uma posterior decisão exige renuncias e a possibilidade de lidar com perdas e sofrimentos.
Todos as quintas leio a coluna do psicanalista Contardo Calligaris e aos domingos leio a coluna da psicanalista Luciana Saddi e cheguei a conclusão que esses questionamentos sempre existiram e a internet, talvez, facilite algumas ações.

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